Policial

Prisão esclarece crimes em Luiziana

03/11/2012 às 18:53 - Atualizado em 06/11/2012 às 09:45

Mesmo já tendo estuprado e matado uma mulher muda e degolado um homem, em Corumbataí do Sul, sem falar em várias outras passagens por roubos e furtos, o jovem D.M., 19 anos, mais conhecido por Lalá, continuava solto. Ele só foi detido no sábado à tarde, por policiais militares de Luiziana. Segundo o comandante do destacamento da cidade, sargento Rogério Quichaba, Lalá é considerado um psicopata pelas atrocidades que comete.


Há menos de 15 dias, ele havia sido preso, por tentativa de roubo, mas foi solto sem pagar fiança. “Não teve nem audiência no fórum sobre esse caso. É um bandido muito perigoso, pois já estuprou e matou uma muda, quando ainda tinha 16 anos, além de várias passagens por roubos e furtos. Mesmo assim foi solto e matou mais uma pessoa. O pior de tudo é que ele declarou várias vezes que deseja ficar preso, mas não consegue. Dessa vez disse que se sair da cadeia vai matar novamente”, desabafa o sargento Quichaba.

Prisões

Com prisão de Lalá, no sábado, a PM esclareceu o assassinato de Nelson Luiz Santana, 18, (o corpo havia sido encontrado na quinta-feira passada) e deteve mais três pessoas envolvidas no mundo do crime. O rapaz preso, que admitiu ser usuário de drogas, é conhecido da PM por aterrorizar a cidade. Ele foi preso acusado de ter praticado roubo à Associação da Prefeitura de Luiziana – Assemil e ainda a um colégio da cidade.

Com o desenrolar das investigações e com sua prisão, ele confessou ter praticado outros dois roubos na cidade e também de ter matado Genilton Ramos, 27 anos com um golpe de faca nas costas. A PM estava à procura de Genilton, que segundo o sargento Quichaba, foi o autor da morte do jovem Nelson Luiz Santana, encontrado morto, também à beira de uma mata por um agricultor.

Lalá confessou o crime de forma muito calma e até ria ao falar. Ele disse não havia um motivo para o crime, afirmando que saiu junto com a vitima fazer uso de drogas. No local acabou desferindo um golpe de faca nas costas de Genilton. “Eu matei, porque ele também ameaçava me matar”, disse ele.  Um morador da Vila Rural foi quem encontrou o corpo caído de bruços e avisou a PM. O Instituto Médico Legal de Campo Mourão foi até lá e recolheu o cadáver. 

Depois do depoimento à PM, o acusado levou a equipe policial no local em que  teria matado o amigo, mas o corpo não foi encontrado. Durante as investigações, ainda na tarde de sábado a polícia prendeu mais três pessoas, todas envolvidas no roubo na Assemil, de onde foram furtados vários pacotes de cigarros e outros objetos. Do colégio os bandidos levaram um celular, dois aparelhos de rádios e um notebook. Ele ainda causou muitos danos ao patrimônio público.

Segundo a PM, Lalá foi preso na semana passada, acusado de roubo, mas em menos de uma semana foi solto e voltou a aterrorizar a cidade. Na mesma operação, após interrogatório do acusado, a polícia foi a uma residência apontada como sendo o local onde ele teria vendido um dos rádios pelo valor de R$ 10,00. No local foi encontrado o aparelho e o suposto receptador, que foi conduzido junto com o produto para o destacamento.

O ladrão informou o local onde ele teria trocado os produtos furtados por drogas, que seria uma residência na Rua Alcides Pilan. Os policiais foram até o endereço e prenderam mais um homem que havia chegado na casa para comprar drogas. A dona da residência, J. A. dos S, 38 anos, foi presa acusada de vender drogas no local. Além da droga, foi encontrado também um revólver calibre 38. Na casa foi apreendido um cachimbo para o uso de crack e pequena quantidade de maconha, além de algumas pedras crack. A moradora foi presa acusada de tráfico de drogas. Vários pacotes de cigarro furtados da Assemil foram encontrados na residência. A faca usada para cometer o crime, e todas as pessoas envolvidas, após serem ouvidas em Luiziana, foram encaminhadas para a 16º Subdivisão de Policia Civil de Campo Mourão.    

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Imagem do Dia

Galeria de água pluvial na Avenida Capitão Índio Bandeira, em Campo Mourão.

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