Mais uma morte no trânsito de CM
Publicado em: 22/02/2012 - 21:43 | Atualizado em: 19/05/2012 - 05:37
Publicado em: 22/02/2012 - 21:43 | Atualizado em: 19/05/2012 - 05:37
| Valter Velozo |
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| Protesto pela morte do jovem Alisson no início do mês. Confira mais fotos abaixo. |
O trânsito de Campo Mourão, além de tumultuado nos horários de pico na área central, também está ficando perigoso. No feriado de terça-feira de Carnaval, um homem que havia sofrido acidente de moto na noite de domingo não resistiu e acabou morrendo na Central Hospitalar. Identificado por João Cardoso, 38 anos, ele se tornou a quinta vítima fatal do ano no trânsito. O comandante do Corpo de Bombeiros, capitão Leandro Calegari mostra-se preocupado com o elevado número de mortes. “O que impressiona é que o número de acidentes tem se mantido igual ao ano passado, no entanto com mais gravidade este ano”, diz o capitão.
Cardoso pilotava uma moto Titan, placa ARY 1129 (Campo Mourão), pela Rua Sabiá, quando ao cruzar pela Rua da Natureza (jardim Tropical), foi atingido por um veículo Ford Verona, placas CLW 7007, também de Campo Mourão. O automóvel era dirigido por Helton Willian Silva (idade não foi divulgada pela polícia). O acidente aconteceu por volta das 18 horas de domingo. O corpo foi velado na residência da vítima, na Rua Periquito (Conjunto Milton Luiz Pereira - Cohapar) e o sepultamento foi realizado ontem de manhã.
135 acidentes
De acordo com o capitão Calegari, do dia 1º de janeiro deste ano até o feriado de Carnaval, na terça-feira, o Corpo de Bombeiros havia registrado 135 acidentes em Campo Mourão, enquanto no mesmo período do ano passado, foram 132. A nível regional e nesse mesmo período, os bombeiros fizeram 172 atendimentos em 2011 e 171 em 2012. “São números bem próximos, o que mostra que o número de mortes não está ligado a quantidade de acidentes, mas a imprudência da maioria dos condutores. É muita gente dirigindo em alta velocidade e até sem habilitação”, afirmou o capitão Calegari.
Em 2011, o Corpo de Bombeiros desenvolveu a campanha “Ciclista Seja Brilhante”, para prevenir e conscientizar os ciclistas quanto aos riscos de acidentes. Também foram realizadas campanhas de proteção aos motociclistas, em parceria com a prefeitura e outros órgãos. “Este ano estaremos retomando essas campanhas em Campo Mourão para tentar reduzir esses números de acidentes e mortes no trânsito”, disse o comandante dos bombeiros.
Morte e protesto
Um dos acidentes fatais que causou mais comoção e gerou até protesto na cidade, foi o do jovem Alisson Patrick Ferreira Mendes, 18 anos. Ele pilotava uma moto Honda Titan, pela Rua Bela Vista (Lar Paraná), quando um veículo VW/Santana invadiu a preferencial, atingindo sua moto em cheio. O rapaz, que não tinha carteira de habilitação, chegou a ser internado no hospital Santa Casa, mas não resistiu aos ferimentos.
O acidente ocorreu por volta das 19h30 do dia 4 de fevereiro. Por motivo de segurança, o motorista do Santana deixou o local após o acidente e só retornou com a chegada da Polícia Militar. Ele disse que havia muitas pessoas exaltadas no local e por isso temeu por sua integridade física. Na missa de 7º dia de Alisson, um grupo de motociclistas promoveu um protesto pedindo justiça pelas ruas do bairro.
Também já perderam a vida no trânsito de Campo Mourão neste mês de fevereiro, Anésio Araújo do Nascimento, 65 anos, e Jonas Sonemberg. 39. O primeiro foi atropelado na noite do dia 6 de fevereiro, por um Fiat Pálio, na Rua Sanhaço no Jardim Tropical. Anésio estava de bicicleta e ficou vários dias internado.
Já Sonemberg foi atropelado no dia 14, perto da rodoviária, por um automóvel Renault Logan, placas de Campo Mourão. Ele estava no meio da pista próximo a Estação Rodoviária. Ele também chegou a ser encaminhado pelo Siate, mas morreu no Hospital Santa Casa.
Já a primeira morte do ano, foi de uma mulher de 37 anos. Ana Cristina da Silva, estava de bicicleta e foi atropelada por uma carreta, na entrada do Lar Paraná, no início de janeiro. Ela chegou a ser socorrida com vida pelo Siate, mas ao dar entrada na Santa Casa não resistiu aos ferimentos. A vítima teve esmagamento do crânio. A carreta tinha placas de Iretama. O motorista da carreta disse que fez tudo correto: parou e até viu a mulher atravessar em sua frente. No entanto, ela teria parado na esquina e acabou atingida pela lateral da carreta, enquanto o motorista manobrava para entrar para o Lar Paraná.
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