PM e Rodoviária dividem um único bafômetro

Clodoaldo Bonete

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Publicado em: 06/11/2011 - 15:33 | Atualizado em: 06/11/2011 - 15:36

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Major diz que bafômetro não é necessário em blitze

Mesmo dispondo de quatro etilômetros - nome técnico do bafômetro -, o 11º Batalhão da Polícia Militar de Campo Mourão está dependendo do aparelho da Polícia Rodoviária Federal quando um motorista com suspeita de dirigir embriagado comete alguma infração grave de trânsito, ou se envolve em acidente que configure crime. Ocorre que de ano em ano os equipamentos exigem nova aferição do Ipem (Instituto de Pesos e Medidas), em Curitiba. O problema é a falta de verba para esse processo. Segundo o subcomandante do 11º BPM, major Virgulino Alves da Silveira, os aparelhos acabam entrando em uma fila de espera. “Na verdade temos quatro e ao mesmo tempo nenhum. Mas isso não significa que o trabalho da polícia está sendo prejudicado. Temos usado o aparelho da Polícia Rodoviária quando há a necessidade”, diz o major.

Os quatro etilômetros do 11º BPM são distribuídos nas companhias de Cianorte, Goioerê e Campo Mourão. Assim como em Campo Mourão, as PMs das outras cidades também estão recorrendo aos postos rodoviários quando necessitam. “Essa tem sido uma prática comum, pois quando a Polícia Rodoviária precisa do nosso, também emprestamos”, lembra o subcomandante. No entanto, no início desse ano, as duas corporações acabaram ficando sem os aparelhos. “Foi quando coincidiu que o nosso equipamento venceu e o da Polícia Rodoviária também estava sendo aferido em Curitiba. Mas foi um por um período bem curto.”

Durante as blitze de trânsito realizadas pela PM no perímetro urbano de Campo Mourão, não há a necessidade do uso do etilômetro, pois vários fatores identificam a embriaguez ao volante. O policial pode emitir a multa normalmente. “A multa não depende de bafômetro, depende da constatação do policial. A multa é como uma súmula do árbitro de futebol. O que ele escrever lá a pessoa tem que provar o contrário. O policial faz a multa e o boletim de ocorrências do acidente, onde relata se a pessoa está com andar cambaleante, hálito etílico, pupilas dilatadas, tom de voz alterado, vocabulário embaraçado, ou seja, são vários fatores que não deixam dúvidas”, comenta.

Essas medidas são tomadas no ato da abordagem. Em caso de infração gravíssima, o condutor vai receber multa no valor de R$ 195,00, multiplicada por 5. “Ninguém vai ficar impune por falta de bafômetro”, alerta o major, que reforça: “o bafômetro só é necessário em caso de crime no trânsito.” Segundo a PM, mesmo quando se recusam a fazer o teste de bafômetro, os condutores são notificados. O encaminhamento à delegacia, no entanto, depende do laudo do bafômetro por isso quem se recusa a fazer o teste não é encaminhado.

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