Servidores querem reposição salarial
Publicado em: 03/12/2011 - 09:58 | Atualizado em: 18/05/2012 - 10:33
Publicado em: 03/12/2011 - 09:58 | Atualizado em: 18/05/2012 - 10:33
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| Prefeito Aguinaldo Luis Chiachetti |
O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Roncador (Sispron) se reúne na próxima segunda-feira com o prefeito Aguinaldo Luis Chichetti (PSB) para negociar o reajuste salarial da classe. Os servidores pedem 15% de reposição. A presidente do Sispron, Maria Bodnar, diz que a categoria não recebe reajuste há seis anos. Ela descarta a possibilidade de greve caso não haja acordo. O secretário de Finanças da prefeitura, Rodrigo Braga, ambas as partes deverão chegar a um acordo.
Maria explicou à TRIBUNA que pelas regras do plano municipal de cargo e salários , criado em 2005, a categoria deveria receber a cada dois anos, reposição salarial de 2%. “Há seis anos não recebemos esta progressão salarial”, reclama. Ela disse que o prefeito vem repassando aos servidores apenas o reajuste da inflação do aumento do salário mínimo. No entanto a categoria quer aumento real.
Para a reposição, os servidores deveriam passar por avaliação de uma comissão criada pela prefeitura. No entanto, Maria Bodnar afirma que a banca não existe até hoje. Ela diz que primeira avaliação deveria ter ocorrido em 2007, ainda na administração passada. A comissão seria para avaliar o cumprimento de horário dos funcionários, entre outras exigências.
Outra reivindicação da categoria é transferir a data-base de outubro para janeiro. A presidente do Sispron informou que enviou requerimento à prefeitura, mas não teve retorno. Ela explicou que a transferência da data-base para janeiro, facilitaria os estudos para definir o índice de repasse à classe.
Descaso
A presidente do Sispron reclama também que a prefeitura tem atendido a classe com descaso. Segundo ela, desde que assumiu o sindicato, no ano passado, conseguiu apenas uma reunião com Chichetti. “Não foi por falta de tentativa. Sempre tivemos esta dificuldade para sentar e conversar com ele. Não sei se são seus assessores ou má vontade dele mesmo”, disse.
Em relação ao reajuste dos 2% não repassado à classe nos últimos seis anos, Maria afirma que a justificativa do prefeito é que ele não tinha conhecimento dos requerimentos. Ela disse ainda que Chichetti se comprometeu a conversar com setor jurídico e criar uma comissão para analisar o plano. O pedido de reajuste de 15% já havia sido definido durante uma assembleia do sindicato, em setembro.
O prefeito Aguinaldo Luis Chichetti (PSB), não foi localizado pela TRIBUNA ontem. Segundo assessores, ele estaria em viajem a Brasília e deve retornar hoje ao município. O secretário de Finanças nega as informações de Maria Bodnar. Segundo ele, os salários e as reposições estão atualizadas. “Sempre atendemos as reivindicações do sindicato dentro da legalidade”, afirmou.
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